O Dezembro Laranja fortalece a importância da informação e educação em saúde para a prevenção do câncer da pele.
A proposta da campanha do Dezembro Laranja, organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), neste ano, é conjugar prevenção ao coronavírus com cuidados para reduzir as chances de casos de câncer de pele. Com a queda nos indicadores de morbidade e de mortalidade relacionados à covid-19, estima-se que neste verão as praias e os espaços abertos voltarão a ser ocupados com muito mais intensidade
O câncer de pele é o mais frequente no mundo e no Brasil, ele ocorre quando as células da pele se multiplicam sem controle. O do tipo melanoma (forma mais grave do tumor) ocorre mais raramente e pode levar à morte. Já o não melanoma (tumor maligno com baixa taxa de mortalidade) é mais frequente em ambos os sexos e menos grave, mas pode causar deformações no corpo. Ambos têm cura se descobertos logo no início.
No verão, é recomendado redobrar os cuidados de proteção da pele contra a radiação ultravioleta B (UVB), principal fator de risco para o desenvolvimento da maioria dos tipos de câncer de pele.
A prevenção continua sendo a melhor arma no combate à doença em qualquer época do ano, pois a radiação solar mantém-se praticamente constante em todas as estações, mesmo nos dias nublados e chuvosos.
Independentemente do tom de pele, deve-se usar filtro solar a partir dos seis meses de vida. Apenas ficar embaixo do guarda-sol não é o suficiente para evitar problemas, mesmo à sombra, deve-se usar proteção solar, pois a radiação pode ser refletida pelas superfícies claras. É necessário aplicar filtro solar com fator de proteção acima de 15 nas áreas a serem expostas. No dia a dia, deve-se aplicar o protetor pela manhã, na hora do almoço e no meio da tarde. Na praia ou em locais de grande incidência, o produto deve ser reaplicado a cada 2 horas e após sair da água. Acessórios como óculos escuros com proteção UVA/UVB, chapéu e roupas de tecidos mais grossos ajudam a reforçar a proteção.
O excesso de exposição ao sol sem a proteção adequada, com o uso de filtro solar, é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. Por isso é fundamental ter atenção aos sintomas da doença e ter em mente a importância do diagnóstico precoce e de como tratar a patologia.
O sinal que deve chamar a atenção em relação ao câncer de pele são as manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram e que geram feridas que não cicatrizam em quatro semanas. Esses são alguns sintomas do tipo de câncer não melanoma, que ocorrem na maior parte dos casos nas áreas que ficam mais expostas ao sol, como o pescoço, o rosto e as orelhas.
Uma das formas de identificar as manchas em decorrência do câncer de pele do tipo melanoma está na regra internacional do “ABCDE”: assimetria – uma parte da mancha é diferente da outra; bordas irregulares – contorno mal definido; cor variável – apresenta cores diversas na mesma lesão; diâmetro – maior do que 6 mm e evolução – apresenta alterações de forma, tamanho e cor.
O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo médico dermatologista, por meio de exame clínico. Ele pode realizar o exame chamado dermatoscopia, que é a verificação da área suspeita com a ajuda de um aparelho que permite a visualização das camadas da pele que não podem ser vistas a olho nu. Em algumas situações, pode ser necessária a realização de biópsia para a confirmação do diagnóstico do câncer de pele. Com esses exames é possível identificar se o tumor é melanoma ou não melanoma e seus tipos.
O tratamento do câncer de pele em estágios iniciais é a cirurgia para a retirada da lesão. Quanto mais precoce, melhor. Para os casos de tumor em estágio avançado (melanoma), podem ser necessárias sessões de radioterapia. O importante é buscar tratamento o quanto antes, por causa do risco de metástase, que pode atingir órgãos como cérebro, fígado e pulmão.


